Saúde Mental

Depressão: o que é e como tratar?

A depressão, considera como o "mal do século", significa tanto um estado afetivo normal (a tristeza), quanto um sintoma, uma síndrome e uma (ou várias) doença. Segundo a OMS (organização mundial da saúde), mais de 300 milhões de pessoas sofrem com isso.

No sentido patológico, há presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima, que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si. A depressão provoca ainda ausência de prazer em coisas que antes faziam bem e grande oscilação de humor e pensamentos, que podem culminar em comportamentos e atos suicidas.

A depressão tem sido classificada de várias formas, entre os quadros mencionados na literatura atual encontram-se: transtorno depressivo maior, melancolia, distimia, depressão integrante do transtorno bipolar tipos I e II, depressão como parte da ciclotimia, etc

Muitos referem, a perda da capacidade de experimentar prazer nas atividades em geral e a redução do interesse pelo ambiente e pela vida de uma forma geral. Frequentemente associada à sensação de fadiga ou perda de energia, caracterizada pela queixa de cansaço exagerado.

Sinal de alerta para sintomas ⚠️

Fique atento nesses sinais de comportamento:

  • Humor depressivo: sensação de tristeza, autodesvalorização e sentimentos de culpa;

  • Perda de interesse em atividades que comprometem o desempenho da pessoa na vida familiar, na vida social, pessoal, no trabalho, nos estudos,

  • Redução da capacidade de experimentar prazer na maior parte das atividades, antes consideradas como agradáveis;

  • Fadiga ou sensação da perda de energia;

  • Diminuição da capacidade de pensar, de se concentrar ou de tomar decisões.


Tratamento 💊

O tratamento da depressão é essencialmente medicamentoso. Existem mais de 30 antidepressivos disponíveis. Apesar de eles não curarem, é possível reduzir os sintomas de forma eficaz, desde que o remédio ou a combinação correta seja administrada ao paciente e de forma ininterrupta, apenas com orientação médica.

Além do tratamento medicamentoso é muito importante o trabalho em conjunto da psicoterapia, que irá auxiliar a pessoa na compreensão sobre o processo de depressão, resolução de conflitos e trabalhar as causas emocionais que desencadearam o transtorno.


Processo terapêutico


É importante orientar, que não há um prazo de quanto tempo levará para a pessoa se curar da depressão. São casos e casos e para cada indivíduo esse processo ocorrerá de uma maneira diferente, podendo anos ou a vida inteira. para evitar o aparecimento de novos episódios. Tudo dependerá não apenas da equipe profissional, psicoterapeuta e psiquiatra, mas do próprio desenvolvimento da pessoa que busca ajuda.


Também é sugerido a complementação com terapias alternativas e naturais, como a prática de atividades, leitura e/ou meditação, com o objetivo de aumentar o bem-estar e a sensação de prazer e proporcionar qualidade de vida.


Você está se sentindo deprimido, com a possibilidade de estar estar com depressão?

  • Procure a ajuda de um profissional e fale sobre o que está sentindo.

  • Converse com pessoas próximas e confiáveis, um amigo, um familiar e fale sobre os seus sentimentos, não busque se isolar, a melhor coisa é colocar para fora o que está acontecendo.

  • Não se esqueça de que no número 188, no Centro de Valorização da Vida, você poderá conversar de forma anônima com um voluntário capacitado para te ouvir.

  • Procure fazer exercícios físicos para fortalecer a mente e o corpo, a atividade física pode melhorar o humor e a qualidade de vida.

Referências:

https://www.medley.com.br/podecontar/quero-ajudar/como-ajudar-pessoa-depressao

https://www.paho.org/pt/topicos/depressao

https://www.tjdft.jus.br/informacoes/programas-projetos-e-acoes/pro-vida/dicas-de-saude/pilulas-de-saude/depressao-causas-sintomas-tratamentos-diagnostico-e-prevencao

Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014


Ansiedade: de onde vem e o que eu faço com ela?

Mas afinal, o que é Ansiedade? Podemos dizer que um medo, um sentimento vago, que causa desconforto, nos alertando do perigo e/ou de algo que desconhecemos ou estranho.

De acordo com o “CID F41. 1 – Ansiedade generalizada é caracterizada por medo ou preocupação excessiva persistente. Tal condição “não ocorre exclusivamente nem mesmo de modo preferencial em uma situação determinada”, de acordo com o DATASUS”.3

Para o DSM V, (um manual criado e mantido pela Associação Americana de Psiquiatria com o objetivo de classificar transtornos mentais, utilizado por médicos da Saúde como Psicólogo, Psiquiatra), existe um padrão em diagnósticos, baseado no comportamento do paciente, sintomas e experiências vivenciados pelo mesmo. Os transtornos de ansiedade costumam apresentar características de medo e ansiedade em excesso, além de e perturbações comportamentais relacionadas.


Alguns dos sinais que podem caracterizar ansiedade 🤯


  • Preocupação persistente em excesso por eventos indesejados;

  • Cansaço fácil;

  • Dificuldade de concentração;

  • Agitação ou sensação de nervosismo ou tensão;

  • Irritabilidade;

  • Perturbação do sono.


Assim podemos compreender a ansiedade e encará-la naturalmente, considerando que nosso corpo responde às consideráveis ameaças que vivenciamos, pensamos ou sofremos, assim hora essa ansiedade pode ser positiva ou negativa.

Dado essa representação, temos respostas do nosso corpo em torno desses estímulos externos e internos, logo consideramos que ocorram alterações físicas, conhecidas como tremores, palpitação, sudorese, indigestão, dificuldade em respirar, sensações como medo de morrer, de sentir-se aterrorizado, fortalecimento do nervoso, falta de capacidade em relaxar, denominados sintomas psicológicos.

Quando estamos com esses sintomas ativos, podemos entender que nosso organismo libera mais substâncias, como noradrenalina e cortisol, aumentando a pressão arterial que gera a taquicardia, é claro que tentamos colocar de forma simples o que acontece com nosso corpo durante todas essas alterações.

É muito importante ressaltar que cada pessoa reage de maneiras diferentes com relação aos aspectos vivenciados, porém a busca pela ajuda é fundamental para quem enfrenta a ansiedade, conscientizando de que cuidar desses sintomas quando acompanhados evita o sofrimento intenso, desespero, traumas e até mesmo uma possível depressão.

Sintomas físicos mais frequentes


  • Dores abdominais;

  • Taquicardia;

  • Suor excessivo;

  • Falta de ar;

  • Náusea e vômitos;

  • Dificuldades para dormir;

  • Dores de cabeça;

  • Irritabilidade;

  • Tremores;

  • Tensão muscular;

  • Sensação de fraqueza ou cansaço


O que pode causar a ansiedade

A Genética pode ser uma das causas mais lembradas, porém, como já mencionamos, cada um reage de uma maneira e a interação com o ambiente pode levar a fatores que corroboram na potencialização de gatilhos para ansiedade. Podemos citar que eventos traumáticos podem acarretar o desenvolvimento, o que pode ser reconhecido em um processo de psicoterapia e/ou medicação. Não podemos esquecer que as situações estressantes favorecem, por gerar angústia na pessoa. Além disso, a ansiedade pode ser induzida através de usos de substâncias ilícitas, ou até mesmo de medicamentos que podem alterar o funcionamento do organismo. Distúrbios hormonais, complicações de doenças, etc.


Tratamento

Devemos considerar que para cada tipo de pessoa, existe um tratamento, um tipo de ajuda que a Psicoterapia realiza de maneira individual, facilitando a lidar com esses sintomas e ainda de acordo com cada tipo de metodologia, ajudando a se entender. Para alguns casos de Ansiedade a medicação é indicada, por isso a busca por um profissional é o primeiro passo. Vale a pena reconhecer a complementação de momentos saudáveis como exercícios físicos, tratamentos complementares como meditação, leituras, um bem estar saudável por completo, envolvendo corpo e mente.

Referências:

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/224_ansiedade.html

https://www.scielo.br/j/cenf/a/m3Qg369ySkkGyqJctdqmdCt/?lang=pt

https://descomplica.com.br/blog/ansiedade-dsm-v/

Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014